A DAMA FORMOSA

Maio 31, 2008

Entendei, ó simples, a prudência; e vós, néscios, entendei a sabedoria. Prov. 8:5.

O capítulo 8 de Provérbios é um hino à sabedoria. Salomão compara a sabedoria com uma dama formosa, “no cimo das alturas, junto ao caminho”, convidando as pessoas a segui-la. Nesse contexto, entra a recomendação do sábio: “Entendei, ó simples, a prudência; e vós, néscios, entendei a sabedoria.”

Existem coisas que a gente não aceita simplesmente porque não as entende. Se você colocar uma nota de cem dólares nas mãos de uma criança de um ano, com certeza ela a destruirá. E, se você a repreender, ela ficará confusa, por um simples motivo: não entende o valor do dinheiro. Por isso, o conselho do sábio é: “Entendei, ó simples, a prudência.” Você não pode valorizar o que não entende.

As pessoas hoje vivem correndo de um lado para outro, sem ao menos pensar qual é o motivo de tanta agitação. Entramos no tobogã das circunstâncias e nos deixamos levar. Há uma montanha de deveres a serem cumpridos, responsabilidades das quais não podemos fugir, compromissos e agenda cheia. Não sobra tempo para pensar nas coisas simples que envolvem a essência da vida. Para que sabedoria? Que valor tem? Pouco importa.

Quando era jovem, alguém me disse: Você precisa aprender a viver com sabedoria. Ao escrever este devocional, confirmo que as maiores necessidades do ser humano são sabedoria e prudência. Com sabedoria, você produz muito mais do que está produzindo em menos tempo e com menos esforço. Evita dores e sofrimentos e capitaliza as adversidades.

O provérbio de hoje diz que a pessoa que se atreve a viver sem sabedoria é uma pessoa néscia. Uma vida néscia é uma vida insatisfeita e cheia de estresse. A vida é como um jogo de futebol. Alguns correm de um lado para outro, mas não fazem gol. Não refletem, não têm um plano de ação, não têm inspiração. Só correm.

Hoje, tome um tempo para pedir sabedoria a Deus. Quando você faz isso, está procurando a pessoa de Jesus, porque Ele é a própria sabedoria. Saia hoje com Jesus. Caminhe com Ele. Dependa dEle. Permita-Lhe participar de seus negócios, empreendimentos e decisões. Ouça o conselho de Salomão. “Entendei, ó simples, a prudência; e vós, néscios, entendei a sabedoria.”

http://joaomuniz.multiply.com


Veja e Ouça

Maio 31, 2008

DEUS ESPERA UMA ATITUDE

Maio 9, 2008

“Porquanto o teu coração se enterneceu, e te humilhaste perante o Senhor, quando ouviste o que falei contra este lugar e contra os seus moradores, que seriam para assolação e para maldição, e rasgaste as tuas vestes, e choraste perante mim, também eu te ouvi, diz o Senhor.” (Reis 22.19)

Quando Josias percebeu o quão corrupto a nação se tornara, rasgou suas vestes e lamentou diante de Deus e instituiu novas reformas. Então, o Senhor teve misericórdia dele. Este rei demonstrou seu arrependimento de acordo com os costumes de sua época. Em nossos dias, quando nos arrependemos, não rasgamos nossas vestes, mas choramos, jejuamos, restituímos, retratamo-nos ou pedimos perdão; isso demonstra a sinceridade de nosso arrependimento. A parte mais difícil do arrependimento é mudar as atitudes que inicialmente produziram o comportamento pecaminoso. Após uma leitura da lei de Deus, ele mudou o curso da nação. Hoje muitas pessoas possuem bíblias, mas poucas são influenciadas pelas verdades encontradas na Palavra de Deus. A Sagrada Escritura deveria causar em nós, como em Josias, ações imediatas no sentido de reformular nossa vida, a fim de trazê-la a harmonia com a vontade de Deus.

Todo genuíno arrependimento vem acompanhado de uma nova conduta em relação ao comportamento anterior ao pecado. Quando somos confrontados com as verdades de Deus, devemos assumir uma atitude de humilhação, reconhecendo nossa plena dependência do cuidado divino. Temos de aprender a levarmos para Deus um coração compungido. Um coração que se derrama por amor a Ele e que anseia por sua presença. Pois, se Deus nos encontrar fazendo assim certamente nos abençoará. “Porquanto o teu coração se enterneceu, e te humilhaste perante o Senhor, quando ouviste o que falei contra este lugar e contra os seus moradores, que seriam para assolação e para maldição, e rasgaste as tuas vestes, e choraste perante mim, também eu te ouvi, diz o Senhor.” (Reis 22.19)


UMA PAIXÃO AINDA MAIOR

Maio 1, 2008

Não foi uma sexta-feira, mas uma vida toda.

Certamente você já se apaixonou. Pode continuar solteiro, pode ter optado por nunca casar-se. Pode ter tido muitos namorados (as) e ter desistido de todos. Pode ter se casado e depois divorciado. Independente da sua atual vida amorosa, eu sei, você já se apaixonou um dia.

Você sabe, a sensação é mágica. Borboletas no estômago, mãos geladas, corpo quente, bochechas queimando e um sorriso gigante, impossível de ser escondido. Todas as coisas ao seu redor parecem não ter mais um grande valor como sua paixão. Duas horas com o amado (a) passam rapidamente e nunca são suficientes para dizer e fazer tudo o que fora planejado. Quando apaixonado, você é capaz de abrir mão de conceitos, idéias e gostos, só para continuar ao lado dele (a) sem muitos problemas. A pizza portuguesa abriu espaço para a gorgonzola. A maneira simples de vestir já não faz mais parte de seu dia-a-dia e seu guarda-roupa passa a crescer. Se para você a mulher deve ser independente e ter sua própria profissão, agora ela “deveria”, pois você passou a pensar diferente. Tantos detalhes, nada, porém é grande demais, difícil demais ou pesado demais para quem está apaixonado.

A paixão de Cristo foi maior. Ele não deixou de lado sua pizza à moda dos céus, vestes reais e amigos sinceros. Ele não perdeu o horário porque decidiu conversar mais 10 minutos com sua noiva. Não gastou R$100,00 a mais em conta telefônica e nem deixou de comer o chocolate só para dar à sua querida. Para provar sua paixão, Ele deixou a sua glória e veio habitar em meio a pecadores. Deixou a perfeição e decidiu conviver com o imperfeito. Saiu de um lugar santo e imergiu num poço de impiedade. Mas Ele tinha um alvo e seu coração pulsava por sua maior paixão – o perdido.

Não foi uma sexta-feira de sofrimento. Não foram algumas horas de dor e agonia. Foi uma vida inteira de renúncia por mim e por você. Se Jesus tivesse cedido a uma só tentação, tudo teria ido por água abaixo. Se ele tivesse olhado aquela menina judia, bonita, com olhos vibrantes, de um outro jeito…ou se tivesse mentido a seus pais, ou aceitado alguma oferta de Satanás nos 40 dias passados no deserto, talvez hoje eu e você não teríamos a alegria da salvação. Mas Ele viveu sua vida sem pecado, se entregou como um cordeiro santo, nos livrando da morte e trazendo a vitória. Nunca mais precisaríamos sacrificar um cordeiro. Nunca mais a separação entre o homem e Deus. Nunca mais a lei do medo. Sua paixão nos trouxe vida. Seu sacrifício nos levou ao Pai. Seu amor aboliu a lei e fez reinar a paz.

Foi a maior história de amor já relatada e vivida. Sou fã de comédias românticas e sonho com o cumprimento do meu filme da vida real, com um namorado apaixonado, um casamento lindo, um final feliz. Eu nunca, porém, encontrei um amor sequer maior do que o de Jesus por mim. Por nós. Ele não enviou um recadinho, uma mensagem de celular, bombons ou rosas vermelhas. Ele veio e se entregou por nós em uma cruz. O sangue vermelho escorrendo de seu corpo demonstra a grandeza dessa paixão.

Como não se apaixonar?
Se entregue a essa paixão. Aprofunde-se nesse amor. E descubra que, por mais que você O ame, Ele lhe ama ainda mais.

Postagem: http://queiladarosa.wordpress.com


PATRÃO DO CÉUS

Maio 1, 2008

Todos nós já tivemos um dia ruim com o chefe. Se hoje você não é empregado, mas sim empregador, tenho certeza que já vivenciou uma situação angustiante como funcionário, antes de chegar à atual posição de conforto (ou deveria dizer: de trabalho, estresse e horas extras sem remuneração?). De qualquer forma, não é difícil entendermos porque existem tantos problemas entre “patrões e operários”, afinal de contas, seja qual for o tipo de empresa, garantir o sucesso, não apenas financeiro, mas também de seu pessoal, não é tarefa fácil.

Em meus primeiros meses de trabalho na Nova Zelândia, aprendi algo muito interessante e completamente oposto a minha cultura. No Brasil, se cometo algum erro em meu trabalho a ponto de complicar a vida do meu chefe – e deixá-lo extremamente irritado – o que seria mais óbvio este fazer? Provavelmente viria até minha mesa e diria, “Queila, fique trabalhando hoje até resolver toda essa situação, não importa quanto tempo leve. Quero o relatório completo e perfeito amanhã de manhã, em minha mesa”. Justo o bastante? (Quem sabe, se eles pagarem as horas extras, sim!). Independente disso, é o que normalmente acontece.

Mas como eu costumo repetir, “bem vindo à Nova Zelândia” – onde tudo pode acontecer! Diferente do Brasil, aqui a maioria dos funcionários recebe por hora trabalhada. Quatro horas de trabalho por dia, pouca renda. Dez horas trabalhadas e um sono tranqüilo (especialmente pelo cansaço). Em função disso, quanto melhor seu desempenho, mais tempo de trabalho lhe é requisitado e, conseqüentemente, mais dinheiro no bolso. Por outro lado, se você cometer um erro parecido com aquele cometido no Brasil, seu chefe não lhe pede pra ficar a noite toda, ao contrário, lhe manda embora o mais rápido possível. Por quê? Porque se ele lhe mantiver trabalhando, você estará recebendo por isso e não sendo “penalizado”.

Completamente diferente o modo de lidar, não?

Bem, eu conheço alguém que me trata diferente, nem à moda neo-zeolandês, nem à moda brasileira.
Quando erro, não me deixa de castigo, pagando meu pecado.
Também não me manda embora, tentando livrar-se de meu mau comportamento.

Com Ele, aprendi:
“Mas Deus dá prova do seu amor para conosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós” (Rm 5:

Diferente de nossos chefes, Deus não pede para pagarmos pelo erro. Ele nos pede para colocarmos nossa fé e confiança em seu filho, Jesus, em quem recebemos o perdão. O patrão dos altos céus tomou a situação para si e com horas extras de sofrimento e dor, limpou cada um de nossos erros, para que nós pudéssemos sair tranquilamente para casa, após o expediente.

Com esse Deus, também aprendi:
“Levantou-se, pois, e foi para seu pai. Estando ele ainda longe, seu pai o viu, encheu-se de compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou.” (Lc 15:20).

Meu Deus não me manda embora mais cedo. Do contrário, ele corre ao meu encontro e me faz entender que ama minha presença, ainda quando o pecado é visível. Não é como um gerente, cansado de meus erros e desculpas. A cada queda, o Senhor vê uma oportunidade de mostrar seu amor por nossas vidas e de provar que seu amor restaura. Ele não nos descarta de seu quadro de “funcionários do Evangelho” porque o dia não foi tão bom quanto o esperado. Do contrário, nos chama, nos ensina e nos faz capazes pelo poder do seu Espírito.

Fico feliz ao pensar que muito acima de qualquer gerente, supervisor ou patrão, Deus é quem sustenta a minha vida e define meu “time sheet” de aprendizado para cada dia. Talvez nossos chefes não venham a nos tratar como nosso Pai, mas ficaria satisfeita em saber que, assim como eu, recebem esse amor pronto a perdoar e acolher a cada dia. Afinal de contas, aceitar esse amor nos garante muito mais do que reais e dólares neo-zeolandês. Nos garante uma recompensa eterna, nos céus.

Artigo: http://queiladarosa.wordpress.com